quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ESCRITA DE IMPROVISO por Rosa Silva (Azoriana)

ESCRITA DE IMPROVISO

[Dedicatória ao blogue “Cantigas ao Desafio e Cantorias”)
Cumprimento satisfeita
Quem a escrita quiser ler
Porque ela só foi feita
Com aquilo que sei fazer.

«Cantigas ao Desafio»
É um blogue conhecido
Que mesmo sem dar um pio
Muito verso tem erguido.

Por mim gosto de cantar
Sobre as teclas do teclado
Elas não sabem falar
Mas dão-me verso rimado.

Não posso dizer que canto
O que cantiga já é:
Ao escrever dou um tanto
Da rima da minha fé.

A fé de um cantador
Que de rimas se batiza
É dá-las seja onde for
À maneira que improvisa.

Eu canto mesmo a escrever
Ora façam lá as contas;
Decerto vão conhecer
Vozes em todas as pontas.

Cantam dedos no teclado,
Canta a alma açoriana
No verso que é legado
Pela Rosa Azoriana.

E se alguém quiser colher
As folhas do meu ofício
Basta que as queiram ler
Como fogo-de-artifício.

Meus amores pela rima
Nasceram com uma morte
E quando vêm ao de cima
Dão-me versos sempre à sorte.

Queiram agora desculpar
Esta rima assoalhada
Foi só pra me ouvir cantar
Mesmo que não cante nada.

Mas se me ouvirem cantar
Nalgum palco ou terreiro
Foi Deus que me quis levar
A dar verso hospitaleiro.

Seja em ímpar ou em par
O verso que canto agora
Serve p’ra finalizar
A escrita que não tem hora.

Rosa Silva (“Azoriana”)
http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt

3 comentários:

  1. Muito bem o rapariga
    Tu fazes poesia a valer
    Mas como ja nao és minha amiga
    Eu nao te vou responder
    Porque contigo nao quero briga
    E longe de mim te ofender

    ResponderEliminar
  2. Contigo não quero briga
    Nem briga vamos fazer
    É o verso que instiga
    Sai na hora que entender
    Mesmo que seja amiga
    Pode uma briga aparecer.

    ResponderEliminar